Aos 90 anos – prestes a completá-los em julho – Maria Celestina continua a pintar “porque precisa”. Não por ambição, não por carreira, não por mercado. Pinta porque a pintura lhe preenche “qualquer coisa cá dentro”, diz ao LusoJornal, pousando a mão no peito. Uma necessidade espiritual, quase física, que a acompanha desde que deixou Portugal, ainda jovem fisioterapeuta, rumo a Lourenço Marques. “Tirei o curso de fisioterapia no Hospital de São João, no Porto”, recorda. Tinha 22 anos, dois filhos pequenos e uma coragem tranquila que a levou a atravessar continentes. Primeiro Moçambique, depois Angola. Trabalhou no Hospital Miguel